Esse é provavelmente o primeiro post sobre essa assunto, mas vou abri-lo de qualquer maneira. Certas coisas, simplesmente não fazem sentido. 5 da manhã, doido pra dormir, mas cheio de idéias pra escrever, e o que me vem na cabeça é o que minha mulher está assistindo, também pra "achar o sono perdido".
Infelizmente estou "vendo por tabela" American Idol. Por tabela, porque estou escrevendo, mas na verdade, mesmo sem perceber, estou vendo American Idol. A única razão no mundo pra isso é a insônia que me aflige. Acabou que, desse programa nefasto, veio uma coisa boa. Ele me fez pensar em uma coisa, que a muito tempo penso, mas só agora que eu tenho um blog pra falar sobre nada, posso falar.
Odeio, simplesmente odeio, que é o jeito que os norte-americanos tratam os músicos. Vendo American Idol fica mais claro ainda. Os cantores são as estrelas. Lead Singers que levam o público. Ninguém mais quer saber do cara que faz a guitarra tão psicodélica, quanto o Jimi Hendrix. Ninguém pensa no cara do baixo, que segura a música e mantém o ritmo igual ao John Paul Jones, e o pior, as baterias não são mais ligadas a nomes como John Bonham e Keith Moon, agora são sintéticas e seriam melhor relacionadas a um nerd(também sem nome) da microsoft!!!!!
Não dá pra entender, simplesmente não dá! E aos que pensam que eu estou reclamando porque eu sou um músico frustado, acertaram, mas erraram no instrumento. Eu cantava! Lead Singer supostamente!! E acho um absurdo o mundo da música perder os músicos, ficando só com os cantores e cantoras, que nem sempre tem talendo e são levados pelos seus produtores, como se fossem rebanho. Vide Miley Cyrius, que lançou a boa música Party in the USA. Letra, música, tudo, tudo, feito pelos produtores, ela só entrou e cantou, se é que cantou, né... Quer a prova final? Um jornalista perguntou para Miley qual era a música do Jay-Z(monstro não só do Rap, mas como Produtor e ainda pro cima, marido da Beyonce) que ela preferia. Sabe o que ela respondeu? "Não gosto de Jay-Z, nem nada de Pop." O reporter atônito, retrucou, falando que esse era o gênero que ela cantava, e a próxima dela foi pior ainda: "Não preciso gostar de um gênero para cantar ele."
Desculpa Miley, mas precisa sim. Talvez para vender não, mas para fazer bem, precisa. A música precisa de sentimento quando cantada. Como por exemplo a maravilhosa Empire State of Mind, do Jay-Z com a Alicia Keys, que estou ouvindo agora, logo depois do final de American Idol. Os quatro minutos da música, valem muito mais do que todas as temporadas dessa bosta.
Viu, tem coisas, que simplesmente não fazem sentido!
domingo, 28 de março de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário